A Região Oeste apresenta uma dimensão relativamente reduzida das suas unidades industriais, necessitando de reunir as condições necessárias para captar indústrias de ponta. Quando analisada como um todo, a indústria da Região representa 3% da indústria nacional, sendo, no entanto responsável por cerca de 35% do volume de negócios gerado pela actividade económica regional.
Cerca de 70% das empresas têm menos de 20 empregados.
A indústria agro-alimentar e alguns sub-sectores de transformação de minérios não metálicos da Região apresentam posições de liderança a nível nacional.
A população activa no sector secundário ocupava 37,9% da população activa em 1991, valor muito superior ao da região de LVT (30,2%).
A estrutura de população empregada nas unidades industriais, carece, em termos gerais de uma requalificação das suas habilitações ao nível técnico e académico, denotando uma erosão da mão de obra qualificada.
A grande maioria dos concelhos tem ou prevê vir a ter parques industriais e zonas industriais, porém, denotam-se algumas carências de solo industrial infraestruturado a preço competitivo nas áreas de maior procura. Mais preocupante poderá ser o modelo de gestão dos parques de actividades da indústria transformadora ou logística, sem disponibilizarem um conjunto de serviços comuns às empresas instaladas.
Comércio e Serviços
O sector terciário ocupava, em 1991, cerca de 43,3% da população activa do Oeste, valor muito inferior aos 64,7% de activos neste sector na região de Lisboa e Vale do Tejo, sem dúvida um efeito da dimensão e dinâmica de terciarização da capital do país. O aumento da população activa no sector terciário permitiu compensar a queda acentuada de activos verificada na actividade agrícola.
A evolução recente (1991-96) do emprego no sector terciário é positiva nesta Região, no entanto verificam-se ritmos de crescimento e comportamentos diferenciados por ramo de actividade.
As actividades de comércio, retalhista e grossista, restaurantes e hotéis registaram o maior crescimento do emprego no Oeste, crescimento esse mais acentuado do que o verificado, tanto na Região de Lisboa e Vale do Tejo, como no total nacional.